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IBS e CBS explicados: o guia definitivo dos novos impostos em linguagem simples

Cinco tributos sobre consumo — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — estão sendo substituídos por dois: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, federal) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, de estados e municípios). É o modelo IVA, adotado por mais de 170 países, trazido ao Brasil pela EC 132/2023 e regulamentado pela LC 214/2025.

Se você entende quatro conceitos, entende a reforma inteira:

1. Não cumulatividade plena (crédito amplo)

Hoje, cada imposto tem sua regra de crédito, cheia de exceções — e muita empresa paga imposto sobre imposto. No novo sistema, praticamente tudo que a empresa compra para operar gera crédito: insumos, energia, aluguel PJ, frete, serviços, softwares. O imposto incide só sobre o valor que você adiciona. Consequência prática: nota de compra vira dinheiro — fornecedor informal ficou mais caro.

2. Cobrança no destino

O IBS pertence ao lugar onde o bem é consumido, não onde a empresa está. Isso encerra décadas de guerra fiscal entre estados e muda a lógica de benefícios fiscais de localização.

3. Alíquota “por fora” e transparência

O imposto passa a ser destacado sobre o preço, visível na nota. A alíquota de referência combinada (IBS + CBS) é estimada na casa dos 26,5% a 28% — com regimes reduzidos (60% de desconto) para saúde, educação, transporte, agro e outros, e alíquota zero para itens da cesta básica nacional.

4. Split payment e cashback

O recolhimento poderá ocorrer na liquidação financeira (split payment) e famílias de baixa renda terão devolução parcial (cashback) — dois mecanismos que mudam caixa e consumo, já detalhados em outros artigos aqui do blog.

O calendário resumido

  • 2026: fase-teste — CBS 0,9% e IBS 0,1% compensáveis.
  • 2027: CBS plena; extinção de PIS/Cofins; IPI zerado (exceto ZFM); Imposto Seletivo estreia.
  • 2029–2032: ICMS e ISS reduzem 1/10 ao ano; IBS sobe proporcionalmente.
  • 2033: sistema pleno.

Perguntas frequentes

Minha empresa é do Simples. Isso me afeta?

Sim — o Simples continua existindo, mas surge a opção do regime híbrido (IBS/CBS “por fora”) que muda sua competitividade nas vendas B2B. A escolha é feita em setembro de cada ano.

A carga total vai subir?

A promessa constitucional é neutralidade da carga global — mas o efeito por setor varia muito: quem usa muitos insumos tende a ganhar; serviços intensivos em mão de obra tendem a sentir mais. Por isso o diagnóstico individual importa.


💡 Nota da Attive

A Attive mantém os clientes um passo à frente da regulamentação: alertas das novas normas, simulações por fase e adequação de sistemas e notas. Reforma se atravessa com mapa — e o seu pode começar hoje.

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