“Preciso de capital de giro” costuma ser o diagnóstico que o empresário dá quando o caixa aperta. Mas giro não é um empréstimo — é uma conta: o dinheiro necessário para sustentar a operação entre pagar e receber. Quem faz a conta descobre quanto precisa; quem não faz, paga juros para descobrir.
A conta em três números
1. PMR — prazo médio de recebimento: quantos dias, em média, entre a venda e o dinheiro na conta (cartão parcelado conta!).
2. PME — prazo médio de estoque: quantos dias a mercadoria fica parada antes de virar venda (serviços: quase zero).
3. PMP — prazo médio de pagamento: quantos dias seus fornecedores te dão.
O ciclo financeiro = PMR + PME − PMP. Se você recebe em 45 dias, gira estoque em 30 e paga em 30, seu ciclo é de 45 dias: é operação que você financia do próprio bolso. A necessidade de giro ≈ (custo operacional diário) × (dias do ciclo).
Onde o giro se esconde
- No estoque: cada item parado é dinheiro imobilizado — compras menores e mais frequentes liberam caixa.
- No parcelado: vender em 6x sem ajustar preço/antecipação transfere o custo do crédito para você.
- Na inadimplência: régua de cobrança educada e automática (D-3, D0, D+3) reduz o PMR sem perder cliente.
- No prazo de fornecedor: negociar de 28 para 45 dias vale mais que muita linha de crédito.
O alerta da década: split payment
Com a implantação gradual do split payment (LC 214/2025), o valor do imposto deixa de transitar pelo caixa — o famoso “colchão” entre a venda e a guia desaparece. Empresas que usam o dinheiro do imposto como giro involuntário precisam recalcular a necessidade antes de o mecanismo alcançar seu setor.
💡 Nota da Attive
A Attive calcula o ciclo financeiro e a necessidade de giro da sua empresa com os números reais — e monta o plano para liberar caixa da operação antes de qualquer banco. Consultoria que costuma se pagar no primeiro mês.